sexta-feira, 3 de novembro de 2017

IPOJUCA, TERRA DE VULCÕES

A Teoria da Deriva Continental mostra-nos que há milhões de anos atrás os continentes eram todos unificados (Pangeia), mas foram separando-se, fato que ainda continua ocorrendo.
            No momento de maior separação dos continentes americano e euro-africano o planeta estava em grande intensidade vulcânica, e é exatamente nesse momento que ocorreram intensas atividades vulcânicas em Ipojuca.



                                           Movimentação dos continentes. Universidade Federal de Roraima
 
De maneira bem clara, estamos dizendo que há milhões de anos atrás as terras que hoje formam a cidade de Ipojuca estava diretamente ligada ao continente africano e isso é comprovado por diversos fatores, dentre eles os aspectos geológicos.
Desse período restaram vestígios, cujo mais imponente situa-se nas terras da Usina Ipojuca. É um “Neck Vulcânico” conhecido entre os moradores da localidade como “A pedra da Usina” e que carrega também uma série de lendas a ele ligado.
Neck do Vulcão na Usina Ipojuca. Foto de Jefferson Rodrigues


           No Engenho Saco também encontramos sinais de atividades vulcânicas, em uma área conhecida pela comunidade local como “Pedreira”. Neste local desenvolve-se a extração de matéria-prima para produção de cimento. É possível encontrar materiais também pelo caminho, uma vez que se trata de uma atividade proveniente de explosões e que teria se espalhado pelo território.

Presença vulcânica. Engenho Saco. Imagem: Projeto Geoparques UFRN


                Vale salientar, porém que o vulcão de Ipojuca está inativo há pelo menos 100 milhões de anos e portanto não há risco de ocorrerem erupções vulcânica.

Prof. Jefferson Rodrigues 

2 comentários: