quarta-feira, 8 de novembro de 2017

IPOJUCA DOS BAOBÁS

         Conhecida entre os mais antigos como “Manguba”, que na verdade é uma outra espécie de árvore, em Ipojuca encontramos vários Baobás cujos maiores e mais antigos encontram-se no Engenho Gameleira em Porto de Galinhas e é possível vê-lo de baixo, já da PE-009. Próximo a ele temos talvez a visão mais linda da Vila e ao olhar na direção do Oceano é como se quiséssemos trazer à memória o continente africano.


Baobá em Porto de Galinhas. Foto de Jefferson Rodrigues 
                     O Engenho Mercês guarda outra imponente árvore desta espécie, mas, de todas a mais antiga e de maior porte é a de Nossa Senhora do Ó que está entre as maiores e mais antigas árvores históricas do Brasil.

Baobá em Nossa Senhora do Ó. Foto de Jefferson Rodrigues
          O Baobá é sem dúvida a árvore mais importante do nosso município, isso porque ela agrega valores simbólicos da identidade ipojucana retratando a expressão da luta e resistência africana em nossa região.
        Trazida pelos escravos advindos da África o Baobá era considerado por eles uma árvore sagrada, chamada de árvore da vida, pois é uma fonte produtiva abundante. Seus frutos podem ser consumidos de diversas formas, sucos, doces e outros alimentos podem ser feitos até com as folhas.

Baobá no Engenho Mercês. Foto do Projeto Baobá

           
            Uma das formas mais interessantes do uso desta árvore pelos povos africanos era através da água que se acumula em seus troncos, uma espécie de poço era feito no tronco desta árvore de onde os povos da África poderiam extrair o líquido.
            O Baobá era uma maneira de os africanos lembrarem-se da sua terra mãe, sua presença poderia lhes dar força e trazer à mente as memórias de seu povo.
          
Praça do Baobá em Nossa Senhora do Ó. Foto de Jefferson Rodrigues
Atualmente essas árvores são tombadas por força de Lei municipal e é de obrigação do poder público e de toda comunidade zelar por este patrimônio.



Professor Jefferson Rodrigues. Para saber mais curta nossa página no Facebook: Minha Ipojuca e siga-nos no Instagram prof_jefferson_rodrigues

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