terça-feira, 6 de dezembro de 2016

BREVE HISTÓRIA DAS PRAIAS DE IPOJUCA

CUPE

Conta-se na região a história de que o nome Cupe seria originário da prática do Cooper, corrida que se desenvolve com ritmo e tempo específico para fins de saúde. Outra explicação é a do carro Cooper que é um carro fechado de origem francesa, as pessoas diziam que ia na praia do Cooper, no sentido de namorar em um carro fechado que lembrava o Cooper francês.
Ambas as ideias porém não fazem sentido, uma vez que tais fatos, tanto o do carro, quanto a da prática esportiva são do século XX e desde o período colonial que temos notícias do Cupe enquanto área de uso por parte dos nativos ou dos europeus (OLIVEIRA, 1855).
O Cupe a princípio também serviu como porto onde nele desembarcaram vários escravos e produtos para atender as necessidades da população europeia que habitava a região. Neste lugar existia uma pequena povoação, isto em 1863 (HONORATO, 1876, p. 42). Parece que de lá para cá não passou de pequena povoação da família Monteiro, antigos donos da usina de Cucaú (COELHO, 2009). A Capela é dedicada a S. Sebastião.
Seu nome parece derivar de origem indígena que significa costa, atrás, pode-se deduzir que está diretamente ligado a sua posição geográfica. Pouco sabemos sobre o desenvolvimento da história local no período colonial. Atualmente é uma área de empreendedorismo hoteleiro e um dos poucos lugares do município com uma pequena mata de restinga, cujos moradores nativos conhecem por Mata do Cupe.
Essa área também serviu para a atividade monocultora do coco, diferente do que muitos apontam, Ipojuca não teve apenas a cana-de-açúcar como atividade agrícola, o coco alcançou destaque até a década de setenta do século XX, sendo hoje uma atividade com pouco impacto econômico na região.


Controle de pragas na Praia do Cupe na segunda metade do século XX. Arquivo Público Estadual