sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Conheça a história do Ipojucano José, o cadeirante que se tornou paratleta da Seleção Brasileira

 José Soares da Silva (09 de dezembro de 1977) ou conhecido de forma carinhosa pelos mais próximos como “Zé” é um paratleta com uma rica e encantadora história de superação. Nascido e criado no Engenho Pinderama, que se encontra na zona rural de Ipojuca, José foi acometido de paralisia infantil ainda aos 6 meses de idade, e com isso teve de se adaptar a uma nova e dura realidade de sua vida. Vindo de uma família humilde e sem condições de possuir uma cadeira de rodas, se viu numa situação totalmente desesperadora, pois segundo conta, teve de viver literalmente se arrastando pelo chão para conseguir se locomover de um lugar a outro. E essa situação perdurou até ele completar os seus 17 anos, quando enfim, tomou conhecimento da ONG Rodas da Liberdade, através do seu presidente Michel.

E foi a partir daí que a história dele começou a dar uma grande reviravolta, pois logo após conhecer e adentrar a ONG, José presenciou a chegada de diversas oportunidades que mudariam o modo como ele enxergava e vivia o mundo. Recebeu de presente uma cadeira de rodas e passou a gostar e jogar basquete, não demorou muito e esse gosto juntamente com a habilidade que ele tinha, levou José a conhecer novos ares e se tornar um atleta paraolímpico na categoria. Foi convocado para seleção brasileira pela primeira vez em 2005 para representar o Brasil nos Estados Unidos, e dois anos depois dessa convocação novamente retornou a vestir a camisa da seleção brasileira paraolímpica de basquete nos Jogos Parapan-Americanos de 2007, realizado no Rio de Janeiro. José ainda chegou a disputar os Jogos Parapan-Americanos de 2011 em Guadalajara, no México.

Porém, mesmo após ter alçado grandes ‘voos’ em sua vida, José ainda tem uma lamentação a fazer, e essa lamentação advém da falta de acessibilidade para os cadeirantes do munícipio de Ipojuca. Ele conta que a cidade ainda tem muito o que melhorar nessa questão, pois faltam rampas de acesso em diversos pontos importantes do munícipio (bancos, ônibus, praças e ambientes públicos), além de ser necessário se fazer reparos de diversas ruas e vias. Sendo assim, pede um olhar mais atento do poder público municipal para as pessoas com algum tipo de deficiência. A história de superação e também o lamento de José é o que nos inspira a olhar com mais carinho e atenção para os cadeirantes e pessoas com deficiência de nossa cidade, estes que lamentavelmente tem sido esquecidos durante tantos anos.


quarta-feira, 24 de junho de 2020

O São João em Ipojuca

É comemorado no dia de hoje, o nascimento de João Batista, aquele que foi profeta e primo do Senhor Jesus e que anunciou e preparou o caminho para a chegada do Messias, além de ter sido aquele que o batizou. Seu primeiro nome "João" significa "Deus dá a graça" e era essa a temática principal das pregações de João Batista, anunciar que a salvação viria para todos os homens através da pessoa de Jesus Cristo.

Jesus e João Batista

João Batista ficou conhecido também como o "Santo Festeiro" e as celebrações referentes a ele são realizadas em todo o Nordeste, ganhando contornos ainda mais especiais quando chega em Ipojuca. Isso se deve ao fato de que o nosso povo desde sempre carregou consigo as brincadeiras e danças, além do espírito festeiro relativos ao período junino. É portanto, uma época que marca os corações de cada cidadão ipojucano a cada ano que se passa. Quem bem conhece a nossa cidade sabe que aqui já foi berço das mais diversas celebrações relacionadas ao São João, o histórico ipojucano demonstra isso, desde os shows realizados em cada canto do município até as quadrilhas juninas que animam a festa.

Quadrilha Junina em Ipojuca, 2016.

Era costume do nosso povo aguardar para acompanhar qual seria a programação festiva do período, quais seriam os cantores, artistas e quadrilhas convidados para fazer a alegria da multidão no São João. Dentre as quadrilhas, nosso município já recebeu a Dona Matuta, que foi campeã do Festival de Quadrilhas da Globo Nordeste em 2019, e nesse mesmo Festival, porém no ano de 2018, nossa cidade já foi representada pela Quadrilha Quentão, e se não bastasse esses feitos, também já servimos de palco para a realização do Circuito Pré-Junino em 2016.
Porém em 2020 não tivemos as tradicionais celebrações em nosso município, devido as regras de isolamento social por conta do Coronavírus, mas nem assim os ipojucanos deixaram passar batida uma data tão importante, e em suas próprias casas reunidos com amigos e familiares, realizaram suas festas. Isso só mostra mais uma vez que não nos damos por vencidos, independente da dificuldade, o povo ipojucano sempre encontra uma solução para o problema, e ainda mais se o problema for a não realização da tradicional festa de São João.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

MATA ATLÂNTICA EM IPOJUCA


A vegetação original do Ipojuca consiste de remanescentes de Mata Atlântica, que correspondem às florestas subperenifólia (porções central e oeste) e perenifólia de várzea (ou mata ciliar) e de restinga; de campos de várzea; e dos cerrados e manguezais, na faixa litorânea.

Jefferson Rodrigues



A degradação desse ecossistema remonta ao período colonial, através da expansão da exploração da cana-de-açúcar, encontra-se hoje restrita a apenas o equivalente a 2.400 ha. As áreas de manguezais, que têm sofrido com aterro até os dias atuais, num processo acelerado, como resultado da especulação imobiliária e do processo de favelização, representam 5.386 ha do Município, segundo o memorial descritivo do estudo cartográfico recentemente realizado pela Prefeitura.





Ipojuca é rico em ecossistemas naturais, apresentando uma grande diversidade deles. No entanto, estes ecossistemas, como a Mata Atlântica encontram-se em acelerado processo de degradação fatores que contribuem para que seus ecossistemas sejam considerados frágeis. A degradação da mata atlântica, remonta ao período colonial, com sua devastação para expansão da cana-de-açúcar.



Pixabay

Grande parte desta devastação ipojucana se deve à ausência de um processo macro de gestão ambiental, o qual esteja fundamentado nos princípios da sustentabilidade. Sendo assim, é importante que se estabeleça uma lógica, com bases ambientalmente corretas, em que sejam normatizadas as atividades humanas e a apropriação dos recursos e ecossistemas naturais.


Jefferson Rodrigues


A preservação destes ecossistemas passa, necessariamente, por um processo de gestão ambiental, o qual se entende como ausente, ainda hoje, no Município do Ipojuca. Sendo assim, estabelecer uma lógica gerencial e administrativa com bases ambientalmente corretas, em que sejam normatizadas atividades humanas e a apropriação destes recursos, é de suma importância para a melhoria das condições de vida da população.