BREVE HISTÓRIA DAS PRAIAS DE IPOJUCA
CUPE
Conta-se na região a história de que o
nome Cupe seria originário da prática do Cooper, corrida que se desenvolve com
ritmo e tempo específico para fins de saúde. Outra explicação é a do carro
Cooper que é um carro fechado de origem francesa, as pessoas diziam que ia na
praia do Cooper, no sentido de namorar em um carro fechado que lembrava o
Cooper francês.
Ambas as ideias porém não fazem
sentido, uma vez que tais fatos, tanto o do carro, quanto a da prática
esportiva são do século XX e desde o período colonial que temos notícias do
Cupe enquanto área de uso por parte dos nativos ou dos europeus (OLIVEIRA,
1855).
O Cupe a princípio também serviu como
porto onde nele desembarcaram vários escravos e produtos para atender as
necessidades da população europeia que habitava a região. Neste lugar
existia uma pequena povoação, isto em 1863 (HONORATO, 1876, p. 42). Parece que
de lá para cá não passou de pequena povoação da família Monteiro, antigos donos
da usina de Cucaú (COELHO, 2009). A Capela é dedicada a S. Sebastião.
Seu nome parece derivar de origem
indígena que significa costa, atrás,
pode-se deduzir que está diretamente ligado a sua posição geográfica. Pouco
sabemos sobre o desenvolvimento da história local no período colonial.
Atualmente é uma área de empreendedorismo hoteleiro e um dos poucos lugares do
município com uma pequena mata de restinga, cujos moradores nativos conhecem
por Mata do Cupe.
Essa área também serviu para a
atividade monocultora do coco, diferente do que muitos apontam, Ipojuca não
teve apenas a cana-de-açúcar como atividade agrícola, o coco alcançou destaque até
a década de setenta do século XX, sendo hoje uma atividade com pouco impacto
econômico na região.
